Estou presenciando na lista ABOLICIONISTAS o alvorecer de um movimento ainda mais radical (que busca a raiz do problema) no que diz respeito à “causa animal”.
Para ser bem simplista:
Gary Francione e Jeff Perz, ambos estadunidenses, são as duas figuras centrais dessa nova teoria. Lutam pela abolição da escravatura animal e acreditam no veganismo como ponto central da mudança. Veganismo no seu sentido amplo: aquela pessoa que não usa produtos testados, não come carne e derivados e protege os interesses individuais dos animais a todo custo (por exemplo adotando animais abandonados e cuidando de animais doentes). Acreditam que, por exemplo, vivisseccionistas não devem apenas parar de explorar animais em pesquisa, mas sim ABOLIR completamente as práticas especistas, por exemplo na alimentação. Consideram assim que somente os animais deixando de ser PRODUTOS e MERCADORIAS, poderão ser realmente libertos.
Os abolicionistas não poupam críticas. Está havendo uma cisão entre o antigo bem-estarismo (aquele que quer proteger os animais, mas só alguns e só de algumas coisas cruéis) e o novo bem-estarismo, onde a PETA tem sido alvo central das críticas (podemos incluir aqui tbm a WSPA por exemplo). A PETA além de ser acusada de eutanasiar matar animais saudáveis, tem sido criticada por parar o boicote à McDonalds e Burger King, chegando a apoiar e AGRACIAR COM PRÊMIOS a última na sua investida com sanduíche vegetariano (que não é vegano!!!). O mesmo pode se dizer de Peter Singer (conselheiro da PETA e da GAP), que tem declarado seu apoio à algumas práticas vivisseccionistas. Lembrem-se que Peter Singer é utilitarista e nunca assumiu que os animais tem direito intrísecos.
Faço nesse momento mais um apelo para que pesquisem sobre o assunto que deverá pôr mais seriedade no nosso “movimento”.
Eu sugiro os sites:
Abolitionist online
Ánima
Textos abolicionistas em português
Procure tbm no google: Gary Francione e Jeff Perz



acho que criticar o Singer por uma ou outra declaração enfraquece o movimento.
Peter Singer fez e faz MUITO pela Libertação Animal e acho errado ficar expondo esse comentário que, como vc mesmo diz, são “simplista”.
sou vegano e cada vez mais crudívoro e frutariano e penso que se quisermos avançarmos como movimento, teremos que fazer concessões.
raros são os onívoros que viram veganos da noite pro dia. o caminho mais comum passa pelo semi-vegetarianismo, ovo-lacto veg. etc.
são etapas na escada da abolição.
fazer concessões para avançar é uma estratégia que a meu ver rende melhores resultados.
Rodrigo,
Não critico Peter Singer por “uma ou outra” declaração. A crítica é exatamente a abordagem e a sua falha em não reconhecer os direitos animais como algo básico. Como disse ele nunca reconheceu tais direitos, ao contrário do Tom Regan (que tem outras falhas), por exemplo.
No entanto, talvez não tenha ficado claro. Não me oponho a Singer, só acho que sua teoria seja falha nesse ponto. Entretanto ele desenvolve muito bem o conceito de ESPECISMO e IGUAL CONSIDERAÇÃO DE INTERESSES, porém as coisas tem que evoluir. Prender-se em uma teoria neo bem-estarista ou utilitarista tem resultado muitas vezes contrário, de modo a permitir que a exploração continue por mais tempo devido sua “polidez”. Tome como exemplo a premiação da PETA para um designer de abatedouros “humanitários”.
Concessões não podem significar que temos que nos calar diante das controvérsias que estão surgindo. Citei a questão da vivissecção, mas fatos existem de sobra.
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