O trabalho que você faz é essencial à vida de diversos animais. Reconhecemos seu esforço incrível na promoção de uma vida feliz para cães e gatos. Gostaríamos de chamar atenção, no entanto, para algo simples que você também pode fazer e que irá impactar na vida de dezenas, centenas e provavelmente milhares de animais e sem precisar de tanto esforço.
Vivemos numa cultura em que os animais não-humanos são usados por nós para satisfazer nossas mais diversas vontades. São vistos como simples coisas, sem sentimentos, vontades e preferências. Valem apenas na medida em que valem para nós; são meios para fins humanos. Você, protetor(a), sabe como é difícil fazer com que as pessoas respeitem os animais.
Nós, animais humanos, possuimos o interesse fundamental de sermos livres, e por isso dizemos que temos um direito moral à liberdade. E exatamente o mesmo raciocínio vale, ou deveria valer, para os animais não-humanos. Todos os animais, humanos ou não-humanos, independente da espécie, querem ser livres.
Você, como protetora ou protetor, sabe muito bem o que é defender um animal, como um gato, cão ou mesmo um animal silvestre. Já presenciou de perto o sofrimento de um animal e muitas vezes já até deixou suas atividades diárias em prol desses animais. O problema é que nossa cultura antropocêntrica nos faz esquecer de outros animais só por conta de suas espécies, principalmente vacas, bois, porcos, frangos, galinhas e peixes, ou seja, aqueles que são utilizados para nos servirem de alimento, seja através de carne, leite, ovos ou outros produtos. Pense bem, você seria contra matar um cão simplesmente porque alguém “sente prazer nisso” ou mesmo para servir de alimento, ainda que a morte fosse a menos dolorosa possível? Isso é inaceitável, certo?! Se você concorda, lembre-se que animais como vacas, porcos, peixes e abelhas são diferentes fisicamente, mas todos são capazes de sentir dor. Todos eles são capazes de sofrer, enfim, todos querem que sua vida seja preservada e que sua autonomia não seja roubada. Todos os animais querem viver e ser livres. A cultura vigente separa hierarquicamente os animais que devem ser defendidos daqueles que devem ser usados como um mero produto, mas não há justificativas plausíveis para essa divisão.
Toda vez que sentamos para fazer uma refeição fazemos escolhas. E sim, podemos escolher proteger, ou melhor, não causar dano e morte aos animais, independente da espécie. E de quebra, diminuir o impacto ambiental e melhorar nossa saúde. Segundo a FAO, a criação de animais para alimentação gera mais gases responsáveis pelo efeito estufa do que todos os automóveis juntos. Ínumeros estudos demonstram que muitas doenças graves, como câncer e problemas coronários, estão ligadas à alimentação baseada em produtos de origem animal.
Ninguém precisa comprar couro, “animais de estimação” ou ir a zoológicos. Todos podemos boicotar empresas que fazem testes em animais. E ninguém precisa se alimentar de produtos de origem animal, como carnes, laticínios, ovos e mel. A postura filosófica e política baseada nesses preceitos chama-se veganismo.
Veganismo é valorizar todas as formas de vida animal e buscar respeitá-las igualmente.
A vegana e o vegano buscam a abolição da escravidão animal, através da não utilização de animais como objetos de consumo. Ser vegano(a) não é uma “missão impossível”. Você pode pegar conosco ou baixar na internet o guia Primeiros Passos para o Veganismo, que irá te ajudar no processo de transição. E lembre-se, só no Brasil 30 milhões de bois são mortos anualmente para alimentação, sem contar peixes, galinhas e outros. Com o veganismo você pode mudar a vida de muitos desses animais. Veganismo é uma atitude simples, que não irá impactar no seu ritmo diário e que promove uma mudança profunda e positiva para os animais.
A boa notícia é que, além de respeitar os animais, contribuir com o planeta e melhorar sua saúde, você desfrutará de muito sabor na alimentação vegana! Veganos(as) não comem carne, ovos, leite e mel, entretanto se alimentam de inúmeros grãos como arroz, feijão, grão de bico, lentilha, trigo sarraceno, cevada, além das hortaliças, castanhas, legumes e das riquíssimas frutas que temos em abundância no Brasil. Alimentos que muitas vezes passam desapercebidos pelo paladar homogeneizado. Experimente criar e preparar diversas receitas veganas! Pizzas, massas, sanduíches, bolos, doces, do mais gourmet ao mais simples.
Nós fazemos parte do Gato Negro, um coletivo pelos direitos animais que defende a abolição da escravidão animal através de projetos educacionais e divulgação do veganismo.
Esse texto é um panfleto do Gato Negro, baixe a versão versão em PDF ou imagem.







Um curso de culinária especial para o fim de ano está sendo ofertado para o dia 21/12, das 18:30 às 22:30. A chef Luiza Oliveira irá ensinar receitas exclusivas para uma ceia de natal diferenciada, nutritiva, criativa e vegana!


