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Inauguramos agora uma seção com tirinhas sobre veganismo e direitos animais. A primeira é “um projeto bem-estarista”.

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Foi realizado no último dia 22 e 23 de Novembro o Dia Internacional Vegano, no Campi do Cefet VI, em Belo Horizonte. O evento foi um sucesso. O espaço ficou cheio em ambos os dias e os debates fluiram com bastante riqueza. Destaque para a presença do advogado Daniel Lourenço que apresentou o movimento de direitos animais contextualizando historicamente, para a palestra da organizadora do Gato Negro Ana Cimbleris que apresentou a fitoterapia vegana e agroecológica e a seção comentada do vídeo Sinfonia Animal de Gustavo Torres.

O evento firmou-se como uma oportunidade de aprofundar sobre o tema e ao mesmo tempo oferecer informações para àquelas que queiram se tornar veganas. A educação vegana descentralizada deve continuar não apenas através dessas iniciativas, você também pode começar agora mesmo, no seu trabalho, escola ou comunidade. Pelo fim da escravidão animal!

Agradecemos a todas as pessoas que estiveram presentes e às palestrantes.

Esta semana criamos uma conta no twitter, que fica em twitter.com/gatonegrovegano. A rede de microblogging é muito boa para um ativismo rápido e constante, pois são mensagens curtas de até 160 caracteres que podem ser atualizadas a todo momento.

Pode parecer bobo, mas muitas pessoas não-veganas acabam assinando o canal, por curiosidade, é uma oportunidade que temos para divulgar o veganismo e direitos animais. Quem tem twitter pode nos seguir, quem não tem, pode criar uma conta ou se informar mais sobre o que o twitter em: twitter.com.

Obs: Lá no cantinho direito do blog tem os últimos posts no twitter, dêem uma olhada ;)

12castra.jpgMuitas vezes as pessoas dizem que como somos abolicionistas não há nenhuma lei ou medida legal que possamos esperar no momento para melhorar a vida dos animais. Por sermos contra as medidas bem-estaristas, aquelas que regulamentam a exploração animal, no lugar de proibí-la de alguma forma, as vezes somos interpretados desta maneira. No entanto, a realidade é diferente (ainda bem). É possível sim apoiar algumas medidas legais. Aqui em Belo Horizonte por exemplo, algumas protetoras fizeram uma campanha que considero bem positiva.

Foi reivindicado junto a prefeitura a criação de centros gratuitos de castração e unidades de castração (esterilização) móvel. A coisa está dando certo e acabam de ser inaugurados mais dois centros em Belo Horizonte.

Bom vamos ao que interessa os endereços:

Rua Antônio Peixoto Guimarães, 33. Caiçara.
Rua Alexandre Siqueira, 375. Salgado Filho.

Telefones do CCZ que também está fazendo a castração gratuita : 3277-7411, 3277-7413, 3277-7414.

No último de Congresso houve apenas um debate e uma reunião do Instituto Abolicionista Animal, onde foi escrito um manifesto abolicionista, que deverá ser divulgada em breve em seu próprio site.

O saldo do congresso é positivo, muito devido aos debates gerados e pelo contato entre as pessoas de outros estados que geralmente se dá apenas pela internet. A presença, mesmo que virtual, do advogado norte-americano Gary Francione, foi o ponto mais forte, uma palestra inspiradora e esclarecedora. Pontos negativos: a abertura do evento pelo David Favre, declaradamente bem-estarista, criador de animais; o curto espaço para debate entre as palestras; e a confusão entre direito animal (animal law) e direitos animais (animal rights), que se dá no próprio nome do evento, em português, I Congresso Mundial de Bioética e Direito Animal, e em inglês, I World Conference on Bioethic and Animal Rights; Apesar disso, os temas abordados no congresso foram tanto a Bioética, os Direitos Animais (questão moral), e o Direito Animal (enfoque jurídico).

Cooperativa Rango Vegano - Iniciativas pelo veganismo ainda são poucas em Salvador

Ficamos na casa de alguns amigos e amigas veganos/as, da Cooperativa Rango Vegano, pessoas muito amáveis e queridas, que promovem o veganismo nas ruas de Salvador vendendo comida e conversando com os transeuntes. Sentimos que a cidade ainda precisa muito desse tipo de ativismo pelo veganismo, e que apesar da cidade possuir muitos acadêmicos e advogados pesquisando a questão dos animais, são as poucas pessoas que se dedicam ao trabalho pelo veganismo, e as que fazem não tem o apóio que merecem. É importante ressaltar como essas iniciativas são valiosas para a luta pelos direitos animais, uma vez que o veganismo (e sua divulgação) é a ação direta pacífica pela abolição da escravidão animal que podemos começar agora mesmo e que tem resultado efetivo e imediato.

UPDATE: Infelizmente as pessoas que escreveram esses posts sobre o Congresso não conseguiram ver toda a programação, já que muitas palestras aconteceram ao mesmo tempo, é certo que houveram outros pontos positivos - e negativos - mas, estes não houve esta oportunidade, devido a limitação humana. Em suma, o Congresso teve outras presenças marcantes, que não foram vistas pelos que escrevem este blog.

No terceiro dia de Congresso tivemos uma mesa de Bem-estar Animal x Direitos Animais, onde a Renata Freitas (OAB/SP) demonstrou muito bem que as há sim diferenças entre as duas correntes e isso reflete diretamente na vida dos animais. Segundo Renata precisamos deixar claro que há duas correntes diferenciadas e com propósitos bem distintos. Para isso apresentou alguns conceitos de direitos animais e do bem-estar animal. O único ponto que ficou no ar foi a questão de que, ao contrario do que foi colocado, Francione não se opõe as leis abolicionistas, mas acredita que estas ainda são muito raras e precisam ser bem esclarecidas, como ele bem escreve em Rain Without Thunder, onde define “mudança incremental“.

Por outro lado, na palestra de David Favre ficou claro que algumas pessoas estão longe de entender a necessidade de esclarecimento das diferenças entre bem-estar e direitos animais. Lane Azevedo (OAB/SP), defendeu que deveríamos unir todo o movimento, bem-estaristas e abolicionistas, e acabar com “rótulos”. Ora, juntar os que defendem o uso de animais de maneira “humanitária” e os que são absolutamente contra o uso, confunde a cabeça das pessoas e as leva a apoiar as ações bem-estaristas. Esse tipo de posicionamento parece ainda resistir, mesmo num congresso de direitos animais (ou seria de direito animal)? E isso se refletiu na apresentação chamada de “Zoológico do futuro” onde foram propostas maneiras supostamente “humanitárias” de uso de animais para entretenimento. Para @s abolicionist@s os animais não são nossos objetos e jamais deveriam ser usados, mesmo sobre o selo de humanitário ou “do futuro”.

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O congresso de direito animal e bioética teve a participação hoje do filósofo Peter Singer, do advogado Gary Francione, ambos através de teleconferência, e também teve a participação do Gato Negro, através da Fabiane Niemeyer. Peter Singer se apresentou pela manhã às 11:00 onde deixou clara sua posição bem-estarista, Singer reforçou sua posição de que os animais não tem visão de futuro, exceto os grande primatas, além de colocar que a diminuição do consumo de derivados, ou onivorismo consciente, além de lembrar que sempre utiliza os “direitos animais” como uma espécie de slogan e não uma defesa de direitos.

Gary Francione apresentou sua teoria de direitos animais, colocando o veganismo como ponto central de mudança e forma de ação direta contra a escravidão animal animal. A sua palestra foi inspiradora, muitas pessoas na sala, e o seu tempo acabou se prolongando por mais uma hora por pedido do público. Suas críticas a Singer, Wise e Favre, todos presentes no Congresso, foram esclarecedoras. Ficou claro que a necessidade de se adotar o veganismo e divulgá-lo ao máximo.

O Gato Negro participou do debate sobre ação direta, veganismo e vegetarianismo, com uma apresentação utilizada para educação vegana. Mostrando que é os direitos animais estão intimamente ligados à divulgação do veganismo. E sim, essa é a forma mais efetiva e permanente de ação direta, pois afeta a oferta de produtos resultantes da escravidão.

Update: No fim do dia foi passado um filme sobre a ALF, Behind the Mask, traduzido pelo grupo Veddas (SP). É um filme com participações de pessoas da PETA, incluindo a presidente deste grupo, Ingrid Newkirk e escritores como Steven Best. Em breve quero postar aqui uma crítica ao filme.

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O primeiro dia de congresso teve a participação de dois advogados do direito animal norte-americanos (notem que direito animal é a questão jurídica envolvendo animais, e direitos animais é a luta pela garantia de direitos morais aos animais), Steven M. Wise e David Favre. Ambos vêem a via legal como uma forma de mudança. David Favre é declaradamente bem-estarista, uma vez que acredita que os animais devem continuar sendo propriedade, ele mesmo demonstrou na apresentação que comprou e cria mais de 50 animais em sua fazenda. Steven M. Wise por sua vez apresentou sua teoria de autonomia prática. Para Wise os animais que podem ser considerados como pessoas, devem possuir uma série de capacidades cognitivas, e dentro de sua teoria ele recria algumas hierarquias para guiar essa consideração, o que me lembrou bastante os escritos de Tom Regan sobre sujeitos-de-uma-vida.

O mais crítico: Nenhum dos dois advogados colocou o veganismo como uma forma de mudança, uma via de ação direta e que independe muitas vezes do sistema legal, que ainda é especista e escravagista. A importância disso fica ainda mais claro, quando se percebe muitas pessoas que se dizem “abolicionistas” ainda continuam consumindo produtos de origem animal de forma “esporádica”. Que sentido faz a um abolicionista continuar a ter escravos esporadicamente? Se concordamos que os animais não deveriam ser usados, precisamos lutar pelo veganismo e divulgar essa via ao máximo, isso é a melhor coisa que podemos fazer neste momento, e é ao mesmo tempo o mínimo para qualquer abolicionista.

A força da internet muitas vezes é subestimada, mas há grandes oportunidades de luta e contestação através dela. Os consumidores conseguem falar diretamente com as empresas através da internet. E isto está cada vez mais claro no caso dos circos com animais. Tente pesquisar no google por stankowich ou le cirque por exemplo. Vai perceber que grande parte do resultado da pesquisa são manifestações contra o uso de animais em circos.

Isso é extremamente ruim para um circo que quer conquistar mais visitantes. Outro exemplo é este post no nosso blog que recebeu diversos comentários de pessoas ligadas ao Le Cirque e até ameças. Não deixe de expressar sua opinião sobre o assunto.

O que os donos e funcionários dos circos ainda não entenderam é o Gato Negro e os abolicionistas são contra o uso de animais, independente do tratamento dado, estes são escravos e acima de tudo não deveriam estar prestando serviços ao circo. Estes animais simplesmente deveriam estar vivendo suas vidas, que é valiosa para eles e ponto final. Assim como é eticamente errado usar humanos, como nos freak shows do séc. XIX, é igualmente errado usar animais para espetáculos, simplesmente porque todos humanos ou não-humanos somos seres sencientes, com interesses, com valor intrínseco, necessitamos viver nossas vidas independente do valor que nos é dado por algum senhor ou tirano.

As empresas de entretenimento, nesse caso os circos, deveriam escutar os seus clientes, sem dúvidas ganhariam um público fiel parando de usar animais.

Essa é para quem está estudando ou apenas tiver o interesse de ler mais sobre direitos animais. Usando o google scholar encontrei alguns artigos do Gary Francione em espanhol e inglês. Leia nos links: