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O congresso de direito animal e bioética teve a participação hoje do filósofo Peter Singer, do advogado Gary Francione, ambos através de teleconferência, e também teve a participação do Gato Negro, através da Fabiane Niemeyer. Peter Singer se apresentou pela manhã às 11:00 onde deixou clara sua posição bem-estarista, Singer reforçou sua posição de que os animais não tem visão de futuro, exceto os grande primatas, além de colocar que a diminuição do consumo de derivados, ou onivorismo consciente, além de lembrar que sempre utiliza os “direitos animais” como uma espécie de slogan e não uma defesa de direitos.

Gary Francione apresentou sua teoria de direitos animais, colocando o veganismo como ponto central de mudança e forma de ação direta contra a escravidão animal animal. A sua palestra foi inspiradora, muitas pessoas na sala, e o seu tempo acabou se prolongando por mais uma hora por pedido do público. Suas críticas a Singer, Wise e Favre, todos presentes no Congresso, foram esclarecedoras. Ficou claro que a necessidade de se adotar o veganismo e divulgá-lo ao máximo.

O Gato Negro participou do debate sobre ação direta, veganismo e vegetarianismo, com uma apresentação utilizada para educação vegana. Mostrando que é os direitos animais estão intimamente ligados à divulgação do veganismo. E sim, essa é a forma mais efetiva e permanente de ação direta, pois afeta a oferta de produtos resultantes da escravidão.

Update: No fim do dia foi passado um filme sobre a ALF, Behind the Mask, traduzido pelo grupo Veddas (SP). É um filme com participações de pessoas da PETA, incluindo a presidente deste grupo, Ingrid Newkirk e escritores como Steven Best. Em breve quero postar aqui uma crítica ao filme.

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O primeiro dia de congresso teve a participação de dois advogados do direito animal norte-americanos (notem que direito animal é a questão jurídica envolvendo animais, e direitos animais é a luta pela garantia de direitos morais aos animais), Steven M. Wise e David Favre. Ambos vêem a via legal como uma forma de mudança. David Favre é declaradamente bem-estarista, uma vez que acredita que os animais devem continuar sendo propriedade, ele mesmo demonstrou na apresentação que comprou e cria mais de 50 animais em sua fazenda. Steven M. Wise por sua vez apresentou sua teoria de autonomia prática. Para Wise os animais que podem ser considerados como pessoas, devem possuir uma série de capacidades cognitivas, e dentro de sua teoria ele recria algumas hierarquias para guiar essa consideração, o que me lembrou bastante os escritos de Tom Regan sobre sujeitos-de-uma-vida.

O mais crítico: Nenhum dos dois advogados colocou o veganismo como uma forma de mudança, uma via de ação direta e que independe muitas vezes do sistema legal, que ainda é especista e escravagista. A importância disso fica ainda mais claro, quando se percebe muitas pessoas que se dizem “abolicionistas” ainda continuam consumindo produtos de origem animal de forma “esporádica”. Que sentido faz a um abolicionista continuar a ter escravos esporadicamente? Se concordamos que os animais não deveriam ser usados, precisamos lutar pelo veganismo e divulgar essa via ao máximo, isso é a melhor coisa que podemos fazer neste momento, e é ao mesmo tempo o mínimo para qualquer abolicionista.

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A força da internet muitas vezes é subestimada, mas há grandes oportunidades de luta e contestação através dela. Os consumidores conseguem falar diretamente com as empresas através da internet. E isto está cada vez mais claro no caso dos circos com animais. Tente pesquisar no google por stankowich ou le cirque por exemplo. Vai perceber que grande parte do resultado da pesquisa são manifestações contra o uso de animais em circos.

Isso é extremamente ruim para um circo que quer conquistar mais visitantes. Outro exemplo é este post no nosso blog que recebeu diversos comentários de pessoas ligadas ao Le Cirque e até ameças. Não deixe de expressar sua opinião sobre o assunto.

O que os donos e funcionários dos circos ainda não entenderam é o Gato Negro e os abolicionistas são contra o uso de animais, independente do tratamento dado, estes são escravos e acima de tudo não deveriam estar prestando serviços ao circo. Estes animais simplesmente deveriam estar vivendo suas vidas, que é valiosa para eles e ponto final. Assim como é eticamente errado usar humanos, como nos freak shows do séc. XIX, é igualmente errado usar animais para espetáculos, simplesmente porque todos humanos ou não-humanos somos seres sencientes, com interesses, com valor intrínseco, necessitamos viver nossas vidas independente do valor que nos é dado por algum senhor ou tirano.

As empresas de entretenimento, nesse caso os circos, deveriam escutar os seus clientes, sem dúvidas ganhariam um público fiel parando de usar animais.

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Essa é para quem está estudando ou apenas tiver o interesse de ler mais sobre direitos animais. Usando o google scholar encontrei alguns artigos do Gary Francione em espanhol e inglês. Leia nos links:

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Foi sancionada essa semana a lei que proibirá o uso de sacolas de plástico em estabelecimentos comerciais. A lei, no entanto é muito polêmica, pois permite o uso de sacolas oxibiodegradáveis, que com certeza, apesar de não haver consenso, também não é o melhor para o meio ambiente. O ideal seria a adoção de sacolas permanentes, geralmente feitas de material reciclado ou tecido. Bem, enquanto a lei está longe de ser benéfica ao meio ambiente, o bom mesmo é começarmos a usar nossas próprias sacolas.

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Enviamos ontem uma moção de apoio à ocupação na reitoria da USP. Saiba mais sobre a situação atual no Blog da Ocupação. Segue a carta na íntegra:

O Gato Negro – Núcleo Libertação Animal manifesta aqui seu repúdio ao governo de José Serra que tenta minar a autonomia, através de decretos ditatoriais que visam apenas centralizar, burocratizar, engessar e verticalizar ainda mais universidades públicas. Apoiamos a luta dos(as) estudantes, funcionários(as) e professores(as) da USP.

Acreditamos que o ensino público de qualidade é um direito humano! Todos os interesses e reinvidicações devem ser considerados e não simplesmente ignorados. A educação é uma prioridade, algo básico para formação de qualquer cidadã(ão) e está deixado à mercê de um mercado que só tem interesses financeiros.

Todos os seres deveriam ter seus direitos garantidos e seus interesses considerados igualmente e não ignorados na tentativa de legitimar a opressão através de diferenças de cor, etinia, espécie, sexo ou poder/hierarquia. É mais que legítima a luta e resistência direta que acontece na USP, uma luta por direitos.

Pedimos ao movimento que se iniciou na USP considere e pense na questão dos Direitos Animais, adotando o veganismo (Fim do uso dos animais como produtos. ex: carne, ovos, leite, couro, etc.) no seu dia-a-dia e nas ocupações, como uma questão social, política, econômica e acima de tudo uma questão ética. Tudo que os animais, seres sencientes, precisam é que seus interesses básicos sejam respeitados: o interesse de viver, não sentir dor e de não ser comodificado. Precisamos assim parar de tratá-los como propriedade!

Por uma universidade descentralizada e popular!
Pela construção de um novo movimento estudantil, autônomo e revolucionário!
Pela libertação de todos(as) os(as) seres escravizados(as) e subjulgados pelo status quo!

Gato Negro – Núcleo Libertação Animal
www.gato-negro.org

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Pegamos ontem uma cadelinha que estava abandonada com a pata machucada na região do Santa Tereza. Ela está recebendo os cuidados e em breve poderá ser adotada. Quem se interessar pode nos ligar 31 8722-4374 (Fabi) ou enviar um email para kojieumesmo@gmail.com. A cadelinha é muito calma e pequenininha, como não temos câmera digital, segue abaixo algumas fotos que se parecem bastante com ela.

Cadelinha para adoção cadela

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O Dia Mundial sem Carne (…sem nenhum produto de origem animal) no San Ro foi um grande sucesso. Muitas pessoas se deliciaram com pratos e sobremesas totalmente veganas. Agora não tem desculpa de que a comida vegana é sem graça, hein? Pegue sua receita e comece a experimentar no seu dia-a-dia!

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A BBC Brasil acaba de lançar um dossiê sobre escravidão humana no Brasil. Vale a pena dar uma olhada, mesmo se tratando da mídia empresarial, o dossiê traz várias informações sobre a escravidão no Brasil. O problema é que eu não ví nada relacionado à pecuária. Falo aqui de escravidão animal não-humana e de escravidão animal humana também.

A pecuária na Amazônia e em diversas partes do país está estritamente ligada à escravidão humana. Importante notar que a Cargill foi fechada no Pará recentemente por ordem judicial por diversas irregularidades ambientais.

Só se acaba mesmo com a escravidão, sem “poréms”, adotando o veganismo no dia-a-dia. Abolir a escravidão, de todos os seres sencientes é se opor a todo tipo de argumentação discriminatória e opressiva que até hoje é disseminada.

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O site Earth Day Footprint Quiz é um questionário simples e rápido. Ele cruza dados e verifica quantos planetas seriam necessários se todas os humanos fossem como você. Entrando no site você deve fazer é identificar no mapa o país em que vive.

A primeira pergunta sobre comportamento é o seu tipo de alimentação. Os(as) veganos (que têm dieta vegetariana estrita) tem diferenciação dos(as) ovo-lacto-vegetarianos(as). Depois seguem perguntas relacionadas a embalagem dos alimentos, uso de transporte, manejo de lixo, entre outros. Fiz o teste como se fosse onívoro e depois como vegano (vegetariano estrito) e a diferença foi quase de um planeta inteiro. Acho que deveria até ser maior essa diferença, visto o relátorio da FAO sobre aquecimento global e pecuária.

Ser vegano(a) é praticar diariamente o abolicionismo. É uma mudança que podemos fazer agora mesmo e observar seus resultados. Se você concorda com direitos animais, então deve adotar o veganismo. Além disso optando pelo veganismo você impacta menos no meio ambiente e melhora significamente sua saúde.

Vale a pena dar uma olhada entre em www.earthday.net.

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