Enquanto a maior parte do ativismo feito pelos grupos animalistas preferem cenas sangrentas ou de abuso. Particularmente o Gato Negro prefere evitar um pouco tais imagens e pegar coisas mais corriqueiras, como um animal preso, a morte considerada “humanitária” e até mesmo animais soltos. O fotógrafo Oscar Ciutat de Barcelona nos presenteia com fotos apenas dos olhos de animais mantidos em cativeiro em um zoológico. Os olhos transparecem tristeza e desesperança, acho que são ótimas fotos para falar de ativismo, direitos animais e veganismo. Confira:
O 12º Festival Internacional Vegano será realizado na PUC-Rio entre os dias 22 e 25 de julho. Palestras, oficinas, demonstrações culinárias, música, alimentos veganos, cursos, comércio justo e outras atrações.
Ajude respondendo a enquete “Ética e Animais“, que aborda tanto questões morais como estratégicas. A pesquisa pretende tirar uma espécie fotografia da causa animal na atualidade.
O projeto de lei é fruto do trabalho do coletivo Belorizontino A.L.A – Aliança Libertária Animal com o apoio da Vereadora Maria Lucia Scarpelli (PC do B).
Audiência sobre o PL
No dia 30/06, terça, às 9:30h haverá uma grande audiência pela proibição da venda de animais no Mercado Central de
Pois bem, antes de mais nada que fique claro que somos contra o racismo e contra a xenofobia. Comentários com esse tom serão apagados.
O que gostaríamos de chamar a atenção é que provavelmente as imagens abaixo revoltem até mesmo os que consomem carne, ovos e leite. Porém, qual a diferença entre o que fazemos com os animais para nosso consumo? Matamos, usamos, exploramos, ignoramos suas necessidades naturais, tudo isso para obter algum prazer na alimentação (e esquecemos que a alimentação vegana também é prazeirosa!). Transformamos animais em objetos ao nosso bel prazer, e fazemos deles o que queremos através do poder que possuímos sobre eles.
Outro ponto: nunca a resposta para uma doença deve ser tirar a vida dos indivíduos doentes. Não achamos justo que se mate humanos que pegaram a gripe suína, então como poderíamos achar justo que se faça isso com porcos? Seja humano ou não, todos nós animais, temos interesses em viver, em não sofrer violência, não podemos ignorar os interesses por conta de diferenças, sejam de raça/etnia, gênero, orientação sexual ou espécie.
Além disso, lembre-se que a própria gripe suína é resultado do ambiente degradante que foi desenvolvido justamente para criação de animais para alimentação. E lembre-se que alimentar-se de produtos de origem animal não é necessário em nenhum aspecto, e mais que isso: é perigoso para sua saúde e para o planeta. Pegue nosso guia em PDF e entenda mais sobre isso. É hora de mudar isso! Conheça o veganismo!
Um membro da RSPCA retira uma ovelha de um abatedouro "cruel". Em seguida leva o animal para um abatedouro "cuidadoso".
Você já deve ter ouvido falar em bem-estar animal e talvez até sobre direitos animais. Mas, afinal de contas, sabe realmente qual a diferença entre esses dois movimentos? Bom, primeiro é claro, todos dois tratam da questão animal, por isso ambos carregam a palavra animal (ou animais) no nome.
Então vamos parar e pensar. Quando foi a última vez que você ouviu falar de bem-estar animal? Eu vou dizer da minha experiência recente. As últimas vezes que ouvi falar de bem-estar animal foi em uma campanha da McDonalds, é isso mesmo! Mas você deve estar se perguntando: qual o interesse da McDonalds no bem-estar dos animais? Para entender melhor vou dar uma rápida geral sobre o que é bem-estar animal para a McDonalds. A empresa depois de ter sofrido anos e anos de campanha contra sua imagem, resolveu adotar políticas que “melhorassem” as condições dos animais de abate. Para isso contratou a projetista Temple Grandin, premiadíssima e especialista em “abate humanitário”. Isso significa, trocando em miúdos, que a McDonalds numa só tacada conseguiu amenizar os ânimos da opinião pública, além de se tornar “mocinha” no seu ramo de fast food. E não parou por aí, a PETA (Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais – People for The Ethical Treatment of Animals), uma organização norte-americada que se auto-proclama uma organização de “direitos animais” era uma das que combatia a McDonalds, com caríssimas campanhas na TV e ações nas ruas. O fato é que após a McDonalds adotar as medidas de bem-estar animal a PETA cantou vitória e retirou toda sua campanha contra a McDonalds. Passaram-se alguns anos e a mesma PETA premiou a projetista de abatedouro Temple Grandin como uma pessoa “visionária”. Segundo o bem-estar animal, os animais podem e devem ser usados, contanto que se tome alguns cuidados. E isso para o mercado hoje não é apenas uma opção, mas uma obrigação para empresas que querem manter-se competitivas e que não querem ter sua reputação arranhada. A lógica é simples, o bem-estar animal vem para corroborar com a exploração animal e para que esta seja cada vez mais intensa e aceita pela opinião pública. O resultado é que a McDonalds aumentou suas vendas e seus consumidores agora se sentem com a “consciência limpa”, já que os animais foram “bem tratados” em todo o processo.
Bem, e os direitos animais? Afinal de contas, se a PETA é uma organização de direitos animais, porque apóia a McDonalds e Temple Grandin? Direitos animais é a mesma coisa que bem-estar animal? Não, claro que não. Não há como negar que há uma grande confusão com ambos os termos e que muitas pessoas realmente tentam ofuscar as diferenças. Mas, é fácil perceber que a diferença é fundamental e que empresas, estudiosos e algumas organizações sabem muito bem quais são as diferenças. Outro dia li num website de uma empresa de criação de cavalos e eles diziam que o bem-estar animal fortalece a produção, enquanto os direitos animais são obra de fanáticos. Para o movimento de direitos animais, ou movimento abolicionista não basta dar menos chicotadas nos escravos, é necessário libertá-los, devolvê-los a vida que lhes foi roubada. Isso significa acima de tudo não ser propriedade de terceiros, ou seja, estar longe da possibilidade de ser usado como objeto. Os animais hoje não só podem ser usados, como existem diversos incentivos para que eles sejam usados. Essa é uma das últimas fronteiras éticas, pois de forma geral ninguém mais pode ser comprado e vendido como um objeto do ponto de vista legal, a não ser os animais não-humanos. Sendo assim, não há outra conclusão: a PETA e outras organizações não são de fato de direitos animais e sim de bem-estar animal. Na realidade a vasta maioria dos grupos e pessoas que dizem defender os animais, estão optando pela via do bem-estar animal, mais antiga, estabelecida e mais bem divulgada que pela via de direitos animais. Ademais, quem diz defender os direitos animais tem que no mínimo tomar uma atitude que é muito simples, mas ao mesmo tempo primordial: parar de usar os animais como objetos. Simplesmente porque lutar pelo fim dos animais como objetos é a base deste movimento. E isto significa adotar o veganismo na sua vida. Não consumir produtos oriundos da escravidão animal, que dependem da morte e do uso de animais, como carne, leite, ovos, derivados, mel, lã, couro, entretenimento com animais e produtos testados em animais.
As pessoas me perguntam: mas isso é possível? Sim é possível. Como toda mudança de hábito, claro que envolve um certo esforço. Mas, felizmente hoje em dia, há informações suficientes para a adoção do veganismo por praticamente qualquer pessoa, independentemente dos hábitos, de variações na saúde e de condições financeiras. Desde a feira livre até o supermercado, de produtos naturais à industrializados, existe uma gama de produtos nutritivos (principalmente os naturais, é claro) e acessíveis que não só podem manter uma boa saúde, como podem melhorar a saúde de pessoas com hábitos onívoros. Isso sem contar com os inúmeras consequências benéficas ao meio ambiente. Só para se ter uma idéia, grande parte da amazônia está sendo destruída pela pecuária, que já é hoje considerada uma das vilãs no aquecimento global por órgãos da ONU.
Atualização: A Peta retomou em 2009 a campanha contra a McDonalds. Segundo a PETA a empresa não tomou as medidas de bem-estar animal da forma como prometera.
O recém lançado “Making a Killing: The Political Economy of Animal Rights” é um livro sobre política e direitos animais. Escrito pelo sociólogo Bob Torres, co-criador da rádio Vegan Freak, e lançado pela editora anarquista AK Press, o livro traça um paralelo entre marxismo, anarquismo social e direitos animais. Em seu site Torres escreve: “a minha intenção é que este livro gere uma discussão sobre a natureza da hierarquia e da dominação dentro do capitalismo, e encorajar a todos nós a pensar para além dos limites que nosso ativismo esteve até agora”.
Tendo como base a luta pela igualdade, um dos pilares fundamentais de praticamente todos as abordagens anarquistas e de esquerda, Bob Torres, inicia o debate sobre direitos animais. “Enquanto o anarquismo social desenha o poder de um coletivo responsável pela restruturação de uma sociedade melhor, mais justa e mais igualitária, eu também penso que ser um anarquista, é antes de mais nada, pensar criticamente sobre a hierarquia – porque ela existe? quem se beneficia? e porque ela é errada?(…) Eu descobri que minha ética e política não pode justificar a dominação baseando-se meramente na categoria ‘espécie’, assim como não posso justificar a dominação baseada meramente em gênero, ou raça, ou nacionalidade.”, escreve Bob Torres.
O livro está disponível para venda através do site Amazon e AKPress. Infelizmente, apenas em inglês. Mais informações no site do livro (em inglês).
Seguindo os passos de Róber Bachinski, aluno da UFRGS, primeiro aluno a conseguir exercer através da justiça o direitos de objeção de consciência. A aluna de biologia Juliana Itabaiana da UFRJ conseguiu uma liminar na justiça que a dispensa de praticar testes em animais durante seu curso. A liminar foi concedida pelo Juiz Adriano Saldanha Gomes de Oliveira, através de um processo acompanhado pelo Advogado Daniel Lourenço. Veja a cópia da decisão judicial abaixo.
CÓPIA DA DECISÃO JUDICIAL
Data da publicação: 06/05/2009
Jornal: Diário Oficial do Rio de Janeiro
Caderno: Diário Oficial do Rio de Janeiro – Poder Judiciário – Seção I Federal
Página: 00021
Local: Justiça Federal. Varas Federais da Capital. VARAS CÍVEIS
11ª VARA FEDERAL. 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro
Publicação: Boletim n.º 2009 000281. Expediente do dia 04/05/2009. FICAM INTIMADAS AS PARTES E SEUS ADVOGADOS DAS SENTENCAS/DECISOES/DESPACHOS NOS AUTOS ABAIXO RELACIONADOS PROFERIDOS PELO MM. JUIZ FEDERAL ADRIANO SALDANHA GOMES DE OLIVEIRA. Processo n.º 2009.51.01.009236-6. JULIANA ITABAIANA DE OLIVEIRA XAVIER (Adv. DANIEL BRAGA LOURENCO) x UFRJ-UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. DECISAO JULIANA ITABAIANA DE OLIVEIRA XAVIER propõe ação sob o rito ordinário em face de UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ em que requer a concessão de tutela antecipada que determine a ré que efetive sua inscrição na disciplina “ZOO III” e nas disciplinas supervenientes a que vier ascender pelas aprovações no curso, sendo-lhe assegurada a dispensa das aulas praticas que façam uso de animais, inclusive nas atividades de pesquisa de campo que envolvam lesão ou sacrifício de animais, adotando-se, em substituição, método alternativo de avaliação da demandante para fins de aprovação. Procuração e documentos as fls. 33/258. E o relatório. Decido. A pratica de vivisseção com finalidade anatômica e reprovável, embora essa afirmação não conduza necessariamente à existência de crime ambiental. De todo modo, o que parece fora de duvida e que o inciso VIII do art. 5º da CRFB assegura a liberdade de convicção filosófica, não sendo possível, por forca desta disposição, que a ré obrigue a Autora a participar de tais praticas em oposição a sua convicção filosófica, se ela opta por realizar o respectivo aprendizado anatômico por método alternativo. Isto posto, ressalvada a obrigação de a Autora realizar aulas ou avaliações praticas de vivisseção somente quando estas tiverem finalidade preponderantemente curativa, defiro a liminar nos termos requeridos na alínea “a” do parágrafo 97 (fl. 28). Intime-se a ré para cumprimento. Cite-se.
Número de animais mortos no mundo pela indústria da carne, leite e ovos, desde que você abriu esta página. Esse contador não inclui animais marinhos, porque esses números são imensuráveis. Pelo fim da escravidão! Seja Vegan@!
O Gato Negro é um grupo de direitos animais, que luta pelo fim dos animais como produtos e pela divulgação do veganismo. Site Gato Negro Loja Gato Negro