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imgp0003Kirtana é um garoto de 11 anos, nascido em Salvador – BA, ele é essa figurinha carismática na foto à direita. Filho de Luciana e Róbson, ambos veganos (também na foto). Róbson é também vocalista da banda vegana de hardcore, Lumpen. Kit, como é carinhosamente chamado pelos pais e amigos, é vegano desde que nasceu.

Conversamos com Luciana, Róbson e Kirtana para descobrir como é educar e ser vegano aos 11 anos. Na entrevista Kit demonstra que “não arreda o pé”, é vegano por convicção diz ele, “eu sou vegano porque eu não acho correto maltratar e nem comer os animais”.

Segundo os pais Luciana e Róbson, a grande dificuldade na hora de educar um filho vegano foi a falta de apoio dos médicos e da família. “Enfrentei minha família pois todos falavam que nos éramos malucos, que Kit seria uma menino doente. Outra dificuldade foram as primeiras consultas médicas quando ele ainda era bebê. Uma médica chegou a diminuir o peso dele, creio que pra ver se eu me assustava” relata Luciana. Kit tomou leite materno mas leite de animais não-humanos, nem uma gota. Segundo Luciana “como todo animal mamífero ele tomou leite só da própria mãe”. Durante a gestação Luciana era lactovegetariana, mas se tornou vegana ainda na lactação.

A alimentação de Kirtana é rica, composta por produtos naturais, fáceis de encontrar e a preços baixos. Além disso Kit recebe complementação de B12, como é indicado a veganos de todas as idades. Luciana explica: “defendemos o veganismo como opção para as pessoas pobres por isso nosso veganismo é o do aipim, batata, abóbora, agrião etc. As coisas que encontramos com preço acessível para toda a população.”

Uma situação difícil foi quando a professora de Ciências pediu que Kit, então com 8 anos, levasse um peixe vivo para ser usado em aula prática. Segundo Luciana “ele mesmo decidiu que iria faltar a aula e disse o porquê à professora: ele não concordava com experiências usando animais”. Luciana tentou averiguar se Kit se sentira pressionado pelo fato dos pais serem veganos, mas o menino foi ríspido, segundo sua mãe “ele disse que não estava perguntando minha opinião mas sim comunicando que não iria para a aula”. Vale lembrar que a vivissecção, ou seja, o uso de animais em aulas práticas para a Educação Básica, e Ensinos Fundamental e Médio é proibida no Brasil.

Kit é um ótimo aluno, nunca repetiu, adora matemática, participou da Olimpíada Nacional de Matemática e pratica Kung-Fu numa academia perto de casa. Muito brincalhão, esperto, questionador e comunicativo. Kit, ao ser questionado se em algum momento pensou em deixar o veganismo, dispara “não, porque gosto assim do jeito que sou e acredito que eu tou fazendo a coisa certa” (sic).

Kirtana fecha a conversa deixando uma mensagem para as crianças que pensam em se tornar veganas: “quero que todos saibam que ser vegano é bom para a saúde, além disso não maltratar os animas acho que é uma coisa correta, e deve ser feita por todos que acreditam na libertação animal.” Kit é uma lição de ética e simpatia, até mesmo para os mais adultos e prova viva da afirmação da ADA (American Dietetic Association) que dietas veganas bem planejadas “são adequadas a todos os estágios do ciclo vital, inclusive durante a gravidez e a lactação”.

kirtanavegan Que venha um futuro de Kirtanas! Pelos direitos animais, pelo veganismo e pelo planeta!

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Entrevista completa:

http://www.gato-negro.org/content/view/138/48/

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O número 17 da Verdemar em Revista, produzida pelo supermercado Verdemar, traz uma matéria sobre vegetarianismo e suas categorias. O membro do Gato Negro, Koji Pereira, foi um dos entrevistados e seu depoimento pode ser lido, na íntegra, abaixo. Confira!

“Segundo Koji Pereira, integrante da ONG Gato Negro, adepta ao veganismo e à luta pelos direitos animais, a filosofia vegana também é uma escolha que vai além da alimentação. ‘Comecei a me tornar vegano através de textos que me fizeram refletir se era ou não justo reproduzir, usar, explorar e matar animais unicamente para satisfazer nosso paladar ou outras inclinações não-essenciais. Parti do pressuposto que os animais sentem dor’, narra Koji, que ainda ressalta benefícios para o corpo. ‘Com o veganismo é possível ter uma vida mais saudável e impactar menos no meio ambiente. Veja que há pesquisas sobre câncer, problemas coronários, diabetes, que apontam que o consumo de derivados animais faz mal à saúde. O meio ambiente sofre o tempo inteiro com a necessidade de se criar pastos, plantas, grãos, em enormes quantidades simplesmente para alimentar o gado’, pontua ele.

Quanto a relação com a macrobiótica, ele aponta que a grande diferença é mesmo a preocupação com os animais. ‘As pessoas se tornavam macrobióticas por diversos motivos, mas principalmente pela saúde. O veganismo vai um pouco além, é uma expressão da ética e prática moral que pode envolver melhoras na saúde e na alimentação, mas o foco é a ética, uma vez que um cinto de couro provém de um animal que foi morto e usado como mero objeto’, compara Koji Pereira.

No mês de novembro, pelo quarto ano consecutivo, a ONG Gato Negro, da qual Koji faz parte, realizou o projeto Dia Vegano. ‘O evento é voltado para quem já despertou algum interesse pelo veganismo.’, explica. ‘A reação do público é bem positiva. A cada ano recebemos mais e-mails de pessoas que resolveram optar pelo veganismo. é muito bom, também, debater pacificamente divergências entre as pessoas que não são veganas e comparecem ao evento. É sempre um aprendizado para ambas as partes”, comemora ele.” (Trecho da matéria “Muitos em um”, pág. 20, n.17, Verdemar em Revista)

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Uma dica é enviar um email para CBN agradecendo e pedindo mais matérias sobre veganismo e direitos animais. Isso tem que ser uma prática recorrente para o ativismo diário, ajuda a divulgar e crescer nossa causa. Podem mandar emails para faleconosco@cbn.com.br e avisem que se trata da CBN BH.

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