Essa é a receita de homus que ensinamos no Dia Mundial Vegano 2011. Homus é um prato árabe naturalmente vegano, rico em proteínas e delicioso. Muita gente pediu ela escrita, e aqui está a receita!
Ingredientes
500g de grão de bico 10 colheres de sopa de tahini (como opção econômica: gergelim torrado e moído no liquidificador) 4 colheres de sopa de azeite extra virgem 1 limão médio 1/2 cebola média 2 dentes de alho Sal a gosto
Preparo
O maior problema dos homus que vemos por aí é o sabor muito amargo do grão de bico. Para tirar esse amargo e ainda melhorar a absorção de vitaminas e minerais do grão de bico, o ideal é deixar de molho de um dia para o outro e tirar a casca. Deixe bastante espaço na vasilha que for deixar de molho, pois o grão de bico ganha bastante volume depois de hidratado.
No dia seguinte vem a outra parte mais complicada: tirar a casca. Temos uma dica que é dar choque térmico. Escorra toda a água do molho. Coloque numa panela grande o grão de bico e encha de água, quando a água começar a formar bolhas, tire do fogo. Escorra rapidamente essa água quente e jogue água fria corrente. Vá fazendo isso até o grão de bico ficar bem frio. Após, com ele imerso na água fria, começe a debulhar e rapidamente você verá que as cascas ficarão suspensas na água. Jogue as cascas fora.
Agora coloque o grão de bico sem nenhum tempero numa panela de pressão. Deixe pegar pressão e depois disso mais uns 10-15 minutos de cozimento, dependendo da sua panela. Ele estará cozido e com sabor bem neutro.
Dica: Você pode evitar todo o trabalho até aqui comprando o grão de bico já pré-cozido, em algumas cidades é fácil de encontrar. Ainda preferimos o fresco
Agora é a parte fácil! Escorra totalmente a água do grão de bico e reserve. Coloque num liquidificador o grão de bico puro, o tahine (ou gergelim torrado), a cebola, o alho, azeite, o sumo do limão e sal à gosto. Se seu liquidificador for pequeno e fraco, divida e bata metade, depois a outra metade. Se estiver muito seco adicione a água do cozimento aos poucos (cuidado pra não ficar muito líquido). A consistência do homus é pastosa, tipo um patê.
Prontinho pra comer! O homus funciona bem no lanche, café da manhã, almoço e jantar. No lanche, junto com pão árabe, nos almoços e jantares, junto com arroz com lentilhas e tabule fica perfeito.
Leve um prato vegano para compartilhar e a sua receita para trocar!
O piquenique ocorrerá dia 28 de dezembro, quarta-feira, às 16 h, no gramado do Parque Municipal de Petrópolis (Estrada União e Indústria, 10.000 – Itaipava). Se chover, o evento acontecerá no pátio do Shopping Vilarejo.
Mais infos: (24) 9200-0873
Participação: Santuário das Fadas e Coletivo Gato Negro (BH)
A mídia está noticiando um caso de crueldade contra um yorkshire que provavelmente foi morto por uma enfermeira. O fato chegou rapidamente às pessoas e uma grande comoção nacional se instaurou. Mais que revolta, a notícia foi recebida com desejo de vingança pelas pessoas, na internet pessoas indignadas xingaram e chegaram até mesmo à ameaçar a autora da violência contra o animal com mais violência. A mulher pode ser processada por crime ambiental e crime de tortura psicológica de incapaz, já que o filho de 2 anos presenciou a cena.
Ao prestar depoimento à uma delegacia, a enfermeira disse que o animal “dava muito trabalho”, e assim por conveniência acabou matando-o. Nós, do Gato Negro, demonstramos repúdio a este ato de violência. Claro, somos contra a violência a qualquer animal, independente da espécie. E nesse caso, além da morte o animal foi exposto a bastante sofrimento o que agrava ainda mais a situação. Entretanto, esse fato mais uma vez levanta algumas questões.
Em geral, as pessoas concordam que o ato que a enfermeira praticou é uma violência desnecessária. Por mais que ela preste declarações afirmando que o animal dava trabalho e por isso não lhe era conveniente que o animal continuasse vivo, a conveniência não é um argumento plausível, pois não é uma necessidade. Nem mesmo se ela sentisse prazer e fosse uma sádica, como uma repórter sugere no final dessa reportagem, acharíamos justificável. Correto?
Mas, vamos lá, porque então continuamos usando animais para pesquisas, entretenimento e mais ainda para alimentação? Por que de alguma forma financiamos essa violência contra os animais para produção de carne, ovos ou leite? Esses animais vivem vidas tão miseráveis ou até piores que a do yorkshire. Não mereciam eles também alguma comoção? Claro, todos nós do Gato Negro já fomos um dia onívoros, a intenção por trás de quem se alimenta de carne, ovos e leite é apenas se alimentar, enquanto a enfermeira teve intenção de matar. Mas cabe a nós irmos mais a fundo nessa discussão para debater e entender que realmente não há necessidade de se usar animais, que o veganismo é possível. É este o trabalho que fazemos, mostrar o quanto o veganismo é possível e como se torna desnecessário o consumo de carne, ovos, leite, mel ou produtos testados em animais.
O que muita gente ainda não sabe, é que não precisamos de produtos de origem animal, não vamos morrer de fome sem carne, ovos ou leite e nem perderemos nossa saúde, na verdade eles até fazem mal e causam doenças como obesidade, câncer, diabetes e muitas outras. Temos certeza que muitas pessoas depois desse dilema vão se voltar para o veganismo. Caso contrário, o que sobra como argumento é que “gostamos muito de carne, leite e ovos” ou seja, usamos, prendemos e matamos também por prazer ou dizemos que estamos tão acostumados e que é difícil ser vegano(a) e continuamos reproduzindo a violência contra os animais não humanos por conveniência. Enquanto isso eles morrem.
Agora, volte ao início do texto e veja quais motivos levaram à ação da enfermeira, compare com os argumentos que usamos para continuar nos alimentando de produtos de origem animal. Não vemos tanta diferença. Precisamos parar com todo ciclo de violência aos animais, ser vegano(a) e divulgar o veganismo.
Por fim, as leis não protegem os animais como seres sencientes, que têm interesse em sua própria vida. Uma prova disso é que os crimes ambientais, onde são figurados os maus-tratos, se convertem em alguma pena que será sempre alternativa, por ser considerado um crime leve. A enfermeira, no entanto, pode ser processada por tortura psicológica, não do yorkshire, mas da criança de 2 anos que assistiu às cenas brutais de violência. É claro que a criança deve, sem dúvidas, ter seus direitos respeitados. Por outro lado, percebemos uma discrepância, o animal não têm quaisquer direitos e, o pior, quem têm direitos é o(a) dono(a) sobre o próprio animal. Segundo as leis atuais, a enfermeira têm o direito sobre o animal, de usá-lo, comprá-lo, vendê-lo e, de alguma forma implícita, fazer o que bem entender com ele. Quando permitimos que os animais sejam produtos, estamos dizendo também que eles podem ser usados de acordo com o que o dono institui como aceitável. Não é atoa que a enfermeira precisou apenas dizer que “o animal dava muito trabalho” para que fosse liberada da delegacia. Dessa mesma forma acontece com animais de consumo: vacas, galinhas e peixes. Não é através de leis que terão uma vida melhor. Em suma, as leis não vão prover qualquer proteção substancial aos animais, mas apenas proteger os interesses dos(as) proprietários(as). Como os animais são considerados propriedade, eles podem ser comprados e vendidos.
O veganismo afeta diretamente na demanda, e assim, na morte e uso de animais que não tem absolutamente nenhuma escolha.
Ser vegano(a) é fácil (muito mais fácil do que ser um animal sem opções de escolha), saudável e até impacta menos no meio ambiente. Ser vegano é o mínimo que podemos fazer, está assim além de uma opção, é deixar de praticar um ato violento. Que tal debater mais? Vamos pensar mais? Baixe nosso guia de Introdução ao Veganismo que pode te ajudar bastante nisso.
Um curso de culinária especial para o fim de ano está sendo ofertado para o dia 21/12, das 18:30 às 22:30. A chef Luiza Oliveira irá ensinar receitas exclusivas para uma ceia de natal diferenciada, nutritiva, criativa e vegana!
O cardápio foi estruturado para proporcionar uma experiência gustativa diferenciada, partindo de uma pesquisa rigorosa sobre a combinação de alimentos frescos e saudáveis.
Entradas:
Salada de quinoa com repolho, abacaxi, coco ralado, uva, castanha de caju e leite de coco
Salada de agrião com peras ao vinagrete de chocolate amargo com balsâmico e azeite e torrada de pão sírio.
Pratos:
Nhoque de biomassa ao molho de tomates com manjericão
Arroz verde de ervas com pistache e castanhas
Quibe de cogumelo shimeji ao molho de gergelim
Sobremesa:
Mousse de chocolate amargo com biomassa, pimenta e canela
O curso possui vagas limitadas, e o valor das inscrições é de R$ 50,00. Existe uma promoção exclusiva par assinantes do jornal Estado de Minas. Maiores informações pelo telefone 3508 9139.
UNA Campus Guajajaras
Rua Guajajaras, 175, centro.
Data: 21/12
Horário: 18:30 às 22:30
Informações: 35089139
Mais um fim de ano se aproxima e com ele as festas entre família e amigos(as). Para quem mora em Belo Horizonte ou São Paulo, tem pouco tempo disponível e quer fazer uma festa 100% vegana, livre de escravidão animal, uma boa pedida é encomendar as delícias.
Em Belo Horizonte, a Quituts oferece os seus já famosos cupcakes e biscoitos de natal. Para quem procura docinhos e bolos a Beth Moura está oferencendo kits muito saborosos para o fim de ano. Ainda em Belo Horizonte, a Sabor Sem Dor oferecer uma ceia completa a partir de R$110, com entrega.
Em São Paulo, o restaurante Vegethus oferece um cardápio completo para ceia, onde você pode escolher entre dezenas de opções e montar o menu da ceia.
Fazer uma ceia vegana é além de comemorar a paz, praticá-la de forma efetiva!
Tivemos 300 participantes, aproximadamente, nos 2 dias do Dia Mundial Vegano 2011. Agradecemos a todas e todos participantes e palestrantes! Certamente os animais não-humanos também agradecem.
O advogado e filósofo dos direitos animais norte-americano, Gary Francione, que participou de um bate papo através de videoconferência, afirmou que, em toda a história, nunca se usou e matou tantos animais como nos dias de hoje. Isso prova, mais uma vez, que as leis e reformas bem-estaristas em nada beneficiam os animais. O filósofo deixou claro que somente o veganismo e a educação vegana criativa e não-violenta podem modificar a situação de escravidão dos animais, e abolir o status de propriedade que hoje esses seres possuem. Há provavelmente mais sofrimento em um copo de leite do que num pedaço de carne, portanto não basta deixar de comer apenas carne, é preciso deixar de consumir carne, leite, ovos, mel e derivados. Além de boicotar produtos testados em animais; boicotar eventos que utilizam animais; adotar cães e gatos abandonados e esterilizá-los (além disso, para cães já temos disponível no Brasil a ração Fri Dog Vegetariana) e se vestir com tecidos de fibra vegetal ou sintética.
Contamos ainda com a ilustre participação de Luís Martini (Veganos pela Abolição – SP), Carolina D’Almeida, Silvana Portugal e Santuário de Gatos Idosos e com Necessidades Especiais.
Vamos em frente com novos projetos e ano que vêm tem mais!
Receita de leite vegetal nutritivo que a nutricionista Silvana Portugal ensinou no Dia Mundial Vegano 2011.
Ingredientes
4 colheres de sopa de grão de quinoa branca
2 litros de água filtrada
Modo de preparo
Levar ao fogo, numa panela, a quinoa com 1 litro de água até levantar fervura. Após, use uma peneira para descartar a água e manter a quinoa. Colocar novamente um 1 litro de água e deixar ferver por 25 minutos. Bater tudo no liquidificador e coar (caso prefira, pode deixar o leite sem coar). Pronto, delicie-se com esse leite vegetal rico em proteínas, cálcio, fósforo, ferro, vitaminas e outros nutrientes! Sugestão: Bater com banana, canela e melado de cana.
Ingredientes
2 xícs. de feijão preto
2 dentes de alhos amassados
½ cebola picada
2 xícs. de cenouras picadas grande
1 xíc. de chuchu picado grande
2 xícs. de beringela defumada picada grande
1 xíc. de ervilha fresca
½ pimentão vermelho picado grande
1 xíc. de cebolinha verde picada
3 xícs de salsinha
4 folhas de louro
3 colh. sopa de sopa de óleo não transgênico
sal marinho a gosto
opcional: 2 xícs. de proteína texturizada de soja em pedaços grandes hidratada (pode-se colocar um pouco de molho de soja na hidratação) ou salsicha vegana picada
Modo de preparo
Após catar o feijão, lave-o bem em água corrente e deixe de molho por 12 horas. Depois, jogue fora a água em que o feijão ficou de molho, pois nela contém fatores antinutricionais e substâncias que provocam gases. Coloque o feijão para cozinhar numa panela de pressão com 1,5 litro de água, por aproximadamente 15 minutos ou até ficar um pouco macio (será cozido mais tempo em panela aberta). Reserve. Espete a berinjela, com casca, num garfo e a coloque diretamente no fogo por alguns minutos, até que ela fique tostada por fora. Após, retire a casca e separe a “polpa”. Em uma panela frite o alho no óleo até dourar, em seguida coloque a cebola e deixe refogar até amolecer. Na seqüência, acrescente a cenoura e o chuchu e continue refogando até que fiquem macios. Junte a “polpa” da berinjela, a ervilha e o pimentão, ponha um pouco de sal e continue refogando por mais 4 minutos. Junte esse refogado ao feijão e coloque a carne de soja hidratada, a cebolinha, a salsinha, o louro e acerte o ponto do sal. Cozinhe (sem pressão) por mais 20 minutos ou até que o feijão fique macio e o caldo engrosse. Está pronto para servir! Acompanhamentos: arroz integral, couve refogada ou couve crua picada fina, farinha de mandioca e rodelas de laranja.
Variações
Use outros legumes como couve-flor no lugar da ervilha, ou vagem no lugar do pimentão. Pode-se adicionar 200g de mandioquinha, cará ou inhame picado. Também fica uma delícia utilizar 200g de abóbora picada, batata-doce, batata baroa, beterraba, abobrinha, ½ colh. sopa de manjericão… Pode-se adicionar diretamente ao feijão, após o cozimento, 2 colh. sopa de molho de soja. Outros legumes: 200g de mandioca cozida, folhas de repolho, de agrião ou de acelga picadas, tofu (queijo de soja) picado em cubinhos, coco seco picado pequeno etc.
Ingredientes Sorvete
5 bananas prata maduras
5 colheres de sopa de açúcar (pode ser substituído por açúcar mascavo ou melado de cana)
1 colher de sopa de margarina vegana
1 colher de chá de canela em pó
1 xícara e meia de leite de soja
1 colher de chá de essência de baunilha
Sumo de ½ limão
Chocolate vegano ou castanhas de caju para decorar
Calda de Canela
1 xícara de açúcar (pode ser substituído por açúcar mascavo ou melado de cana)
1/2 xícara de água
2 colheres de chá de canela em pó
1 xícara de leite de soja
Modo de preparo Sorvete: Comece preparando a banana caramelada no forno. Em um refratário que possa ir ao forno, misture as bananas cortadas com 3 colheres de açúcar, a margarina e a canela. Leve ao forno em temperatura baixa por aproximadamente 1h, misturando de vez em quando. Deixe essa mistura esfriar um pouco e então processe as bananas juntamente com o leite de soja, o restante do açúcar (2 colheres de sopa), a baunilha e o limão, até que forme um creme. Leve o creme ao congelador e deixe gelar no mínimo por 12h. Sirva com raspas de chocolate vegano por cima ou castanhas de caju. Calda: Em uma panela, junte o açúcar e água. Leve ao fogo brando, mexendo até que o açúcar tenha dissolvido completamente e comece a ferver. Cozinhe a calda até ficar cor de caramelo, sem mexer. Diminua o fogo e adicione a canela dissolvida no leite de soja. Cozinhe mexendo de vez em quando, por cerca de 20 minutos ou até o molho encorpar levemente.