Ética

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“O Mundo Segundo a Monsanto” e bate-papo no Ystilingue

Sessão de filmes Gato Negro

Exibição do documentário “O Mundo Segundo a Monsanto” seguido de bate-papo.

O Mundo Segundo a Monsanto
(Marie-Monique Robin, França, 2008, 108min, legendado) A diretora francesa Maria-Monique Robin baseou seu filme – e livro de mesmo título – na empresa Monsanto com sede em Saint-Louis (Missouri, EUA), que, em mais de um século de existência, foi fabricante do PCB (piraleno), o agente laranja usado como herbicida na guerra do Vietnã e de hormônios de aumento da produção do leite proibidos na Europa. O documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos que em 2007, cobriam 100 milhões de hectares com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto. A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil, índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) com a realidade de camponeses/as mergulhados/as pelas dívidas com a multinacional, de moradoras/es das imediações das plantações, pessoas que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.

E mais:
Alimentos veganos da lanchonete Barata Vegana
Banquinha do Gato Negro.

Dia 11 de julho, sábado
Às 18h
No Espaço Ystilingue

Ed. Maletta, sobreloja 35 – Centro. Belo Horizonte . MG

Evento gratuito

*Contribuição sugerida voluntária de 2,00 para manutenção do Espaço Ystilingue.

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Já cometeu um crime hoje? AI-5 Digital

Já cometeu um crime hoje? nao

Talvez você ainda não saiba, mas, em breve, poderá se tornar um/a criminoso/a e, quem sabe, passar uma temporada de três anos na cadeia.

Como isso será possível?
Está em fase final de tramitação no Congresso Nacional o projeto que regulamenta os chamados crimes cibernéticos, ou seja, aqueles cometidos através do uso de computadores e da internet. A redação final é de autoria do senador mineiro Eduardo Azeredo.

Com a aprovação da nova lei, uma série de atitudes cotidianas dos usuários de computadores, ou mesmo da população em geral, será transformada em crime. Copiar um DVD ou baixar músicas da internet poderá condenar alguém a três anos de prisão. Além disso, todo um sistema será montado para vigiar os/as usuários/as, sendo que os provedores se transformarão em verdadeiros dedos-duros, monitorando tudo o que fazemos na rede. Por tudo isso, o projeto de lei vem sendo chamado de AI-5 Digital, uma referência à lei que permitiu o endurecimento da ditadura militar na década 1960.

Para seus autores, a nova lei protegerá a população de ladrões e ladras virtuais, piratas de computador, pedófilos e outros/as contraventores, evitando a proliferação de vírus, violação de senhas de banco, circulação de pornografia infantil e compartilhamento de material ilegal ou pirateado. Mas, a verdade não é bem essa.

A nova lei combaterá a Pedofilia e a Pornografia Infantil?
Não. Pois já existem leis contra esses crimes. A pedofilia acontece no mundo real, deve ser combatida com investigação e condenação dos responsáveis, que atuam nas cidades, beiras de estradas, igrejas…

A pornografia infantil também já é considerada crime por lei, sua circulação acontece também por internet e os responsáveis por isso já podem ser presos, mesmo sem o AI-5 Digital.

Nossas contas bancárias estarão mais protegidas?
Na verdade, não. Continuaremos tão vulneráveis quanto hoje. A lei beneficiará apenas os bancos, pois eles esperam, com a prisão dos ladrões e ladras virtuais, ficar livres de arcar com as indenizações a seus clientes. Com isso, não precisariam pagar pelo que realmente deve ser feito para nos proteger: substituir as tradicionais senhas pela assinatura digital nos serviços bancários online. Será coincidência o fato da campanha de 2002 do Senador Azeredo ter sido financiada por empresas ligadas a bancos como o Bradesco e o Safra?

COPIAR NÃO É ROUBAR
Furtar significar subtrair algo de alguém. Copiar não é subtrair, mas multiplicar. Impedir a reprodução do conhecimento no Brasil não faz o menor sentido, já que a maioria da população é pobre. Negar a internet livre é impedir o acesso democrático à informação e à cultura.

Quem ganha e quem perde com os Direitos Autorais?
Artistas e escritoras/es não precisam dos direitos autorais. Músicos vivem de seus shows e não da venda de CDs e DVDs. Do mesmo modo, escritoras/es não vivem dos direitos autorais. No Brasil, eles ganham pouquíssimo com isso. Você sabia que Paulo Coelho, o mais bem sucedido autor do país, apóia a
disponibilização gratuita de seus livros na internet? Artistas querem que as pessoas ouçam suas músicas, leiam seus livros e vejam seus filmes.

Então, a quem interessam os Direitos Autorais? Ora, apenas às indústrias de cinema, música e livros, que vivem do talento dos outros. São grandes corporações estrangeiras e nacionais como Universal, Warner, Sony, EMI Music, Disney Enterprises, Fox e o Sistema Globo de Gravações.

O fim da privacidade e novas barreiras para a INCLUSÃO DIGITAL
O AI-5 Digital fará dos servidores de internet um mecanismo de vigilância. Eles serão responsáveis por manter por três anos os dados de seus/as usuários/as e denunciar os supostos/as infratores/as. Caso não o façam, se tornarão co-autores desses crimes. Com esse vigilantismo, todas as usuária e usuários comuns serão vistos como suspeitas/os, o que fere a Constituição.

Tudo isso representará um empecilho para a inclusão digital, colocando em risco a criação de lan houses, redes públicas de internet sem fio e telecentros. Esse mecanismo será ineficaz. Retira a privacidade dos usuários e usuarias e pode ser facilmente burlado por criminosos/as.

Como o AI-5 DIGITAL extrapola a Internet
O art.16 define como “dispositivo de comunicação” qualquer meio capaz de processar, armazenar, capturar ou transmitir dados utilizando-se de tecnologias magnéticas, ópticas ou qualquer outra tecnologia, segundo o professor de direito Tulio Vianna. O termo “qualquer outra tecnologia” é totalmente genérico. Seriam, portanto, dispositivos de comunicação, para o legislador: disco rígido, CD, DVD, pen-drive, celular, fita K7, ou até mesmo uma folha de papel!!!

A situação lá fora e os Partidos Pirata
O debate sobre a liberdade na Internet não é exclusivo do Brasil. Nos EUA e na França, por exemplo, diversas pessoas, inclusive famílias e crianças, foram presas e processadas por baixarem músicas e filmes ou por criarem conteúdo a partir de material protegido por direitos autorais.

Apesar da perseguição, muitas conquistas pela liberdade na internet foram alcançadas. Na União Européia, depois de uma grande mobilização da sociedade o direito à livre circulação de arquivos foi garantido. Punições a sites de compartilhamento foram suspensas.

A conscientização tem se expandido. Em mais de 15 países já surgiram coletivos e partidos piratas que têm em comum a defesa da livre troca de informações. O movimento acontece em diversas frentes: no Parlamento Europeu, há dois deputados na Europa que representam Partidos Pirata; em universidades, redes públicas, e iniciativas de grupos e de ativistas autônomos/as.

O que tem sido feito? E o que eu posso fazer?
Mais e mais pessoas têm se conscientizado e sentido necessidade de se mobilizar, muitas publicações na Internet e fora dela vêm sendo feitas. Articulações, eventos e manifestações acontecem por todo o país. Atos públicos contra o AI-5 DIGITAL ocorreram em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Se você preza por seus direitos e quer fazer alguma coisa, essas são algumas sugestões:
- Informe-se e divulgue essas informações na Internet ou fora dela;
- Pressione deputados/as federais e senadoras/es para que vetem o projeto de lei; em breve formulário online no blog www.ciberativismo.wordpress.com !
- Converse com amigas/os e familiares a respeito;
- Aproxime-se de outras pessoas envolvidas para discutir e agir em conjunto;
- Assine a petição online www.petitiononline.net/veto2008;
- Faça seus próprios informativos;
- Seja criativa/o e invente suas próprias formas de agir!
*Esse material é copyleft, ou seja, nenhum direito é reservado. Copie e/ou modifique à vontade!
Esse informativo foi feito por pessoas comuns como você, livres de qualquer filiação partidária e que acreditam na liberdade da informação.
Apoie a mídia livre! Seja a mídia: leia e faça blogs, produza sua própria opinião!

Outras infos:
www.ciberativismo.wordpress.com
http://meganao.wordpress.com
http://ciscobh.blogspot.com

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Veganos de nascença

Outro dia vocês viram aqui no blog a história de Kirtana que é vegano desde que nasceu. O Paulo Renato do ALA traduziu o vídeo acima que conta a história de outras crianças veganas. É impressionante a aula de ética que as crianças nos dão, as coisas são bem simples e óbvias para elas, mesmo enfrentando as primeiras dificuldades. Vale a pena!

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[cenas fortes] Assassinato de animais no Egito para “controlar” a gripe suína

A notícia é que o governo do Egito mandou matar* 250 mil porcos do país a fim de combater a gripe suína.

Pois bem, antes de mais nada que fique claro que somos contra o racismo e contra a xenofobia. Comentários com esse tom serão apagados.

O que gostaríamos de chamar a atenção é que provavelmente as imagens abaixo revoltem até mesmo os que consomem carne, ovos e leite. Porém, qual a diferença entre o que fazemos com os animais para nosso consumo? Matamos, usamos, exploramos, ignoramos suas necessidades naturais, tudo isso para obter algum prazer na alimentação (e esquecemos que a alimentação vegana também é prazeirosa!). Transformamos animais em objetos ao nosso bel prazer, e fazemos deles o que queremos através do poder que possuímos sobre eles.

Outro ponto: nunca a resposta para uma doença deve ser tirar a vida dos indivíduos doentes. Não achamos justo que se mate humanos que pegaram a gripe suína, então como poderíamos achar justo que se faça isso com porcos? Seja humano ou não, todos nós animais, temos interesses em viver, em não sofrer violência, não podemos ignorar os interesses por conta de diferenças, sejam de raça/etnia, gênero, orientação sexual ou espécie.

Além disso, lembre-se que a própria gripe suína é resultado do ambiente degradante que foi desenvolvido justamente para criação de animais para alimentação. E lembre-se que alimentar-se de produtos de origem animal não é necessário em nenhum aspecto, e mais que isso: é perigoso para sua saúde e para o planeta. Pegue nosso guia em PDF e entenda mais sobre isso. É hora de mudar isso! Conheça o veganismo!

* Matar, porque sacrificar é quando um ser é morto para um ritual religioso. O que não é o caso.

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Direitos animais ou bem-estar animal?

Um membro da RSPCA retira uma ovelha de um abatedouro "cruel". Em seguida leva o animal para um abatedouro "cuidadoso".

Você já deve ter ouvido falar em bem-estar animal e talvez até sobre direitos animais. Mas, afinal de contas, sabe realmente qual a diferença entre esses dois movimentos? Bom, primeiro é claro, todos dois tratam da questão animal, por isso ambos carregam a palavra animal (ou animais) no nome.

Então vamos parar e pensar. Quando foi a última vez que você ouviu falar de bem-estar animal? Eu vou dizer da minha experiência recente. As últimas vezes que ouvi falar de bem-estar animal foi em uma campanha da McDonalds, é isso mesmo! Mas você deve estar se perguntando: qual o interesse da McDonalds no bem-estar dos animais? Para entender melhor vou dar uma rápida geral sobre o que é bem-estar animal para a McDonalds. A empresa depois de ter sofrido anos e anos de campanha contra sua imagem, resolveu adotar políticas que “melhorassem” as condições dos animais de abate. Para isso contratou a projetista Temple Grandin, premiadíssima e especialista em “abate humanitário”. Isso significa, trocando em miúdos, que a McDonalds numa só tacada conseguiu amenizar os ânimos da opinião pública, além de se tornar “mocinha” no seu ramo de fast food. E não parou por aí, a PETA (Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais – People for The Ethical Treatment of Animals), uma organização norte-americada que se auto-proclama uma organização de “direitos animais” era uma das que combatia a McDonalds, com caríssimas campanhas na TV e ações nas ruas. O fato é que após a McDonalds adotar as medidas de bem-estar animal a PETA cantou vitória e retirou toda sua campanha contra a McDonalds. Passaram-se alguns anos e a mesma PETA premiou a projetista de abatedouro Temple Grandin como uma pessoa “visionária”. Segundo o bem-estar animal, os animais podem e devem ser usados, contanto que se tome alguns cuidados. E isso para o mercado hoje não é apenas uma opção, mas uma obrigação para empresas que querem manter-se competitivas e que não querem ter sua reputação arranhada. A lógica é simples, o bem-estar animal vem para corroborar com a exploração animal e para que esta seja cada vez mais intensa e aceita pela opinião pública. O resultado é que a McDonalds aumentou suas vendas e seus consumidores agora se sentem com a “consciência limpa”, já que os animais foram “bem tratados” em todo o processo.

Bem, e os direitos animais? Afinal de contas, se a PETA é uma organização de direitos animais, porque apóia a McDonalds e Temple Grandin? Direitos animais é a mesma coisa que bem-estar animal? Não, claro que não. Não há como negar que há uma grande confusão com ambos os termos e que muitas pessoas realmente tentam ofuscar as diferenças. Mas, é fácil perceber que a diferença é fundamental e que empresas, estudiosos e algumas organizações sabem muito bem quais são as diferenças. Outro dia li num website de uma empresa de criação de cavalos e eles diziam que o bem-estar animal fortalece a produção, enquanto os direitos animais são obra de fanáticos. Para o movimento de direitos animais, ou movimento abolicionista não basta dar menos chicotadas nos escravos, é necessário libertá-los, devolvê-los a vida que lhes foi roubada. Isso significa acima de tudo não ser propriedade de terceiros, ou seja, estar longe da possibilidade de ser usado como objeto. Os animais hoje não só podem ser usados, como existem diversos incentivos para que eles sejam usados. Essa é uma das últimas fronteiras éticas, pois de forma geral ninguém mais pode ser comprado e vendido como um objeto do ponto de vista legal, a não ser os animais não-humanos. Sendo assim, não há outra conclusão: a PETA e outras organizações não são de fato de direitos animais e sim de bem-estar animal. Na realidade a vasta maioria dos grupos e pessoas que dizem defender os animais, estão optando pela via do bem-estar animal, mais antiga, estabelecida e mais bem divulgada que pela via de direitos animais. Ademais, quem diz defender os direitos animais tem que no mínimo tomar uma atitude que é muito simples, mas ao mesmo tempo primordial: parar de usar os animais como objetos. Simplesmente porque lutar pelo fim dos animais como objetos é a base deste movimento. E isto significa adotar o veganismo na sua vida. Não consumir produtos oriundos da escravidão animal, que dependem da morte e do uso de animais, como carne, leite, ovos, derivados, mel, lã, couro, entretenimento com animais e produtos testados em animais.

As pessoas me perguntam: mas isso é possível? Sim é possível. Como toda mudança de hábito, claro que envolve um certo esforço. Mas, felizmente hoje em dia, há informações suficientes para a adoção do veganismo por praticamente qualquer pessoa, independentemente dos hábitos, de variações na saúde e de condições financeiras. Desde a feira livre até o supermercado, de produtos naturais à industrializados, existe uma gama de produtos nutritivos (principalmente os naturais, é claro) e acessíveis que não só podem manter uma boa saúde, como podem melhorar a saúde de pessoas com hábitos onívoros. Isso sem contar com os inúmeras consequências benéficas ao meio ambiente. Só para se ter uma idéia, grande parte da amazônia está sendo destruída pela pecuária, que já é hoje considerada uma das vilãs no aquecimento global por órgãos da ONU.

Procure mais informações em sites como www.gato-negro.org e www.direitosanimais.org.

Atualização: A Peta retomou em 2009 a campanha contra a McDonalds. Segundo a PETA a empresa não tomou as medidas de bem-estar animal da forma como prometera.

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Kirtana, o garoto prodígio do veganismo

imgp0003Kirtana é um garoto de 11 anos, nascido em Salvador – BA, ele é essa figurinha carismática na foto à direita. Filho de Luciana e Róbson, ambos veganos (também na foto). Róbson é também vocalista da banda vegana de hardcore, Lumpen. Kit, como é carinhosamente chamado pelos pais e amigos, é vegano desde que nasceu.

Conversamos com Luciana, Róbson e Kirtana para descobrir como é educar e ser vegano aos 11 anos. Na entrevista Kit demonstra que “não arreda o pé”, é vegano por convicção diz ele, “eu sou vegano porque eu não acho correto maltratar e nem comer os animais”.

Segundo os pais Luciana e Róbson, a grande dificuldade na hora de educar um filho vegano foi a falta de apoio dos médicos e da família. “Enfrentei minha família pois todos falavam que nos éramos malucos, que Kit seria uma menino doente. Outra dificuldade foram as primeiras consultas médicas quando ele ainda era bebê. Uma médica chegou a diminuir o peso dele, creio que pra ver se eu me assustava” relata Luciana. Kit tomou leite materno mas leite de animais não-humanos, nem uma gota. Segundo Luciana “como todo animal mamífero ele tomou leite só da própria mãe”. Durante a gestação Luciana era lactovegetariana, mas se tornou vegana ainda na lactação.

A alimentação de Kirtana é rica, composta por produtos naturais, fáceis de encontrar e a preços baixos. Além disso Kit recebe complementação de B12, como é indicado a veganos de todas as idades. Luciana explica: “defendemos o veganismo como opção para as pessoas pobres por isso nosso veganismo é o do aipim, batata, abóbora, agrião etc. As coisas que encontramos com preço acessível para toda a população.”

Uma situação difícil foi quando a professora de Ciências pediu que Kit, então com 8 anos, levasse um peixe vivo para ser usado em aula prática. Segundo Luciana “ele mesmo decidiu que iria faltar a aula e disse o porquê à professora: ele não concordava com experiências usando animais”. Luciana tentou averiguar se Kit se sentira pressionado pelo fato dos pais serem veganos, mas o menino foi ríspido, segundo sua mãe “ele disse que não estava perguntando minha opinião mas sim comunicando que não iria para a aula”. Vale lembrar que a vivissecção, ou seja, o uso de animais em aulas práticas para a Educação Básica, e Ensinos Fundamental e Médio é proibida no Brasil.

Kit é um ótimo aluno, nunca repetiu, adora matemática, participou da Olimpíada Nacional de Matemática e pratica Kung-Fu numa academia perto de casa. Muito brincalhão, esperto, questionador e comunicativo. Kit, ao ser questionado se em algum momento pensou em deixar o veganismo, dispara “não, porque gosto assim do jeito que sou e acredito que eu tou fazendo a coisa certa” (sic).

Kirtana fecha a conversa deixando uma mensagem para as crianças que pensam em se tornar veganas: “quero que todos saibam que ser vegano é bom para a saúde, além disso não maltratar os animas acho que é uma coisa correta, e deve ser feita por todos que acreditam na libertação animal.” Kit é uma lição de ética e simpatia, até mesmo para os mais adultos e prova viva da afirmação da ADA (American Dietetic Association) que dietas veganas bem planejadas “são adequadas a todos os estágios do ciclo vital, inclusive durante a gravidez e a lactação”.

kirtanavegan Que venha um futuro de Kirtanas! Pelos direitos animais, pelo veganismo e pelo planeta!

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Búfalos obrigados a participar de ritual se defendem

Vira e mexe temos notícias de animais que em situação de violência, tentam de alguma forma escapar da situação e atacar seres humanos. Desta vez foi um festival na Filipinas, onde os búfalos são obrigados a ajoelhar diante de uma  igreja. O festival faz parte das comemorações da colheita na cidade de Pulilan e aconteceu nesta quinta feira (14). Várias pessoas ficaram feridas, idosos e crianças.

A intenção aqui não é “comemorar” este tipo de situação, como se estivéssemos próximos de uma libertação desse animal, uma vez que na grande maioria das vezes esses animais depois serão capturados e muitas vezes mortos. Infelizmente os animais não tem capacidade de organização política (pelo menos não da forma que conhecemos em humanos), caso contrário já teriam conseguido conquistar sua liberdade e seus direitos firmados há muitos anos.

Esses incidentes só reforçam a idéia de que precisamos urgentemente repensar nossa relação de autoridade com os animais. Além do mais, usar animais pode ser extremamente perigoso para humanos também, como este caso nos prova. Precisamos parar de usá-los como meios para nossos fins. Animais não são nossos produtos, são seres sencientes, dotados de aspirações e preferências.

Nossa cultura precisa se adaptar aos novos paradigmas éticos, promovendo-se não através da violência e do uso de animais, mas através de relações de paz e solidariedade.

Pelo fim da escravidão animal! Veganismo.

Foto G1

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Making a Killing, um livro sobre anarquismo e direitos animais

Making a KillingO recém lançado “Making a Killing: The Political Economy of Animal Rights” é um livro sobre política e direitos animais. Escrito pelo sociólogo Bob Torres, co-criador da rádio Vegan Freak, e lançado pela editora anarquista AK Press, o livro traça um paralelo entre marxismo, anarquismo social e direitos animais. Em seu site Torres escreve: “a minha intenção é que este livro gere uma discussão sobre a natureza da hierarquia e da dominação dentro do capitalismo, e encorajar a todos nós a pensar para além dos limites que nosso ativismo esteve até agora”.

Tendo como base a luta pela igualdade, um dos pilares fundamentais de praticamente todos as abordagens anarquistas e de esquerda, Bob Torres, inicia o debate sobre direitos animais. “Enquanto o anarquismo social desenha o poder de um coletivo responsável pela restruturação de uma sociedade melhor, mais justa e mais igualitária, eu também penso que ser um anarquista, é antes de mais nada, pensar criticamente sobre a hierarquia – porque ela existe? quem se beneficia? e porque ela é errada?(…) Eu descobri que minha ética e política não pode justificar a dominação baseando-se meramente na categoria ‘espécie’, assim como não posso justificar a dominação baseada meramente em gênero, ou raça, ou nacionalidade.”, escreve Bob Torres.

O livro está disponível para venda através do site Amazon e AKPress. Infelizmente, apenas em inglês. Mais informações no site do livro (em inglês).

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E sobre peixes?

As vezes quando falamos que somos veganos as pessoas perguntam: “mas você não come nem peixe?”. Parece estar no inconsciente das pessoas que peixes não são animais, ou não são animais sencientes.

Encontrei um vídeo que demostra claramente como esses animais são sensíveis, e resistem até o último momento a sua morte. O vídeo tem no seu título “abate humanitário”, um oxímoro, se o animal é morto, usado, não podemos de forma alguma chamar isso de “humanitário”, ele não escolheu morrer, estamos praticando uma violência. Ou estaremos sendo coniventes com o uso distorcido do termo humanitário como fazem os chefes de estado ao chamar uma guerra de humanitária.

O vídeo é sobre como matar um peixe. Percebam como as pessoas se tornam inertes à violência quando algo é considerado “normal”.

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O que há de errado com ovos?

Outro dia fizeram um comentário aqui, de má fé diga-se de passagem, sobre a produção de ovos e leite. “Mas ovos e leite não matam os animais.” Nossa resposta é: mata sim, e os escraviza a vida inteira. Os animais que lhes são roubados seus ovos e leite são mortos no final de suas vidas para produção de sub-produtos da carne, como hambúrguer e nuggets.

Recebi esse vídeo abaixo Atave um curta sobre a produção de ovos e “carne de galinha”.  As pessoas quando vêem esses vídeos às vezes têm a tendência de pensar: – Poxa temos que produzir carne e ovos de outra maneira, sem essa crueldade. Importante dizer que isso é impossível, pois tomar um animal como escravo para produção de ovos ou leite, ou mesmo matá-lo humanitáriamente, são contradições, oxímoros.

No vídeo abaixo há um trecho onde o narrador diz  “seja em abatedouro de pequeno, médio ou grande porte a matança é igualmente impiedosa”. Acrescento que independente do tratamento, usar animais como objetos é um abuso de poder, é ignorar o fato de que esses animais têm interesses e não meros objetos ao nosso bel prazer.

É hora de mudar isso! Aproveite e baixe o seu Guia Primeiros Passos para o Veganismo!