No terceiro dia de Congresso tivemos uma mesa de Bem-estar Animal x Direitos Animais, onde a Renata Freitas (OAB/SP) demonstrou muito bem que as há sim diferenças entre as duas correntes e isso reflete diretamente na vida dos animais. Segundo Renata precisamos deixar claro que há duas correntes diferenciadas e com propósitos bem distintos. Para isso apresentou alguns conceitos de direitos animais e do bem-estar animal. O único ponto que ficou no ar foi a questão de que, ao contrario do que foi colocado, Francione não se opõe as leis abolicionistas, mas acredita que estas ainda são muito raras e precisam ser bem esclarecidas, como ele bem escreve em Rain Without Thunder, onde define “mudança incremental“.

Por outro lado, na palestra de David Favre ficou claro que algumas pessoas estão longe de entender a necessidade de esclarecimento das diferenças entre bem-estar e direitos animais. Lane Azevedo (OAB/SP), defendeu que deveríamos unir todo o movimento, bem-estaristas e abolicionistas, e acabar com “rótulos”. Ora, juntar os que defendem o uso de animais de maneira “humanitária” e os que são absolutamente contra o uso, confunde a cabeça das pessoas e as leva a apoiar as ações bem-estaristas. Esse tipo de posicionamento parece ainda resistir, mesmo num congresso de direitos animais (ou seria de direito animal)? E isso se refletiu na apresentação chamada de “Zoológico do futuro” onde foram propostas maneiras supostamente “humanitárias” de uso de animais para entretenimento. Para @s abolicionist@s os animais não são nossos objetos e jamais deveriam ser usados, mesmo sobre o selo de humanitário ou “do futuro”.


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Um comentário para “Terceiro dia de Congresso Mundial de Direito Animal e Bioética”
  1. Valdelane A Clayton diz:

    Ola,
    EU gostaria outra vez de defender meu ponto de vista. Realmente eu acredito que os rótulos sao divisórios principalmente aqui nos EUA. Nao conheço o movimento animal brasileiro.
    Na realidade, eu trabalho com um grupo legislativo aqui no Texas, e mesmo que vc tenha ideias abolicionistas, vc nao consegue nenhum legislador texano que seja um “sponsor” de projeto lei se vc quiser abolir a venda de cachorros por exemplo, entao, os que vcs rotulam de “bem estaristas” tem que trabalhar com o legislador para achar um forma de melhorar a vida dos cachorros…
    Realmente a legislaçao tem refletido essa idea do uso de animais. O que eu quis defender em unificar o movimento seria no sentido de nao achar que por exemplo, grupos como Humane Society of USA trabalhe para fazer legislaçao de uso humanitario. Se trabalha com o legislador e com o que o povo eleitor aceita naquele momento. Essa é a realidade americana e minha experiencia.
    Entao, o que é que vem primeiro?
    Esse foi o meu argumento. Talvez nao tenha me expressado claramente. Em questao se o termo certo Direto Animais ou Direito Animal, deixo para vcs cunharem a expressao correta.
    Eu penso que colocar rotulos em pessoas é divisório, mas em se falar de leis abolocionistas ou bem estarista é correto.

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