Cena da corrida de touros, no final os touros acabam mortos.

Entre 22 a 30 de junho, representantes da UNESCO se reunirão em Sevilha, Espanha para definir as festas espanholas que se converterão em Patrimônio Cultural da Humanidade. Entre elas, está a corrida de touros, um evento que resulta na morte de animais e muitas vezes de seres humanos.

Na corrida de touros os animais são provocados por humanos, e correm atrás destes. No final os animais são torturados com facas e depois são mortos pelos toureiros. Outro evento que deve se tornar Patrimônio Cultural da Humanidade é a Rapa das Bestas que consiste em raspar cavalos e marcálos, com violência.

Escreva um email para Unesco, se manifestando contra esta contradição. Que cultura é esta que quer ensinar e propagar a violência e morte?

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2 comentários para “Corrida de touros pode virar patrimônio da humanidade”
  1. Eulàlia Cristina ferrer Jordà-Poblet diz:

    Sou filha de espanhóis nascidos nas proximidades de Barcelona. Meu pai e meus primos JAMAIS foram a uma tourada e eram completamente contrários à sua existência, o que por si só já demonstra que há muitos espanhóis contrários à esta “prática”.
    As touradas foram mitificadas por vários artistas famosos e até bons escritores que no entanto, não conseguiram esconder o fato que salta à vista: a tourada não pertence ao mundo da arte e do esporte , mas sim a o mundo da tortura.
    O que nos abala é ver como o cidadão comum, o turista alienado, sem nenhum antecedente de outros tipos de perversão em sua história pessoal, se deixa levar pelo frenesí que culmina em 99, 9% com a morte do touro, personagem mais que involuntário desta pseudo-festa.
    É incrível como os instintos mais bárbaros e primários surgem neste momento, com a “apreciação” formalizada do ato de matar e sangrar o outro. Há uma série de passos para a tortura que levam a um prazer inexplicado , em que o auditório se arranca em aplausos.
    Assim se explicaria o que ocorreu na Alemanha nazista: todos sabiam da existência de campos de concentração, mas nada era comentado. O cidadão comum, mesmo não tendo antecedentes criminosos, facilmente se omitia e deixava que os Outros fossem mortos. Muitos lucraram , felizes, com a desgraça alheia. A Segunda Guerra nos deixou pasmos quando vimos que é o cidadão comum aquele que devemos temer.
    A facilidade humana em seguir a ordem perversa, principalmente se burocratizada, nos deixa até hoje atônitos. É por isto que se deve temer o próprio vizinho, mesmo que aparentemente manso.
    Assim ocorre com as touradas. Pessoas comuns, em seu dia a dia tranquilas, bons pais de família e mães amantíssimas,de repente compram ingressos, se transformam,gritam Olé, a cada ato torturante do toureiro, a cada introdução da lâmina no animal. ]
    É preciso temer muito, muito mesmo aos representantes da espécie humana que por lucro ou por diversão, aceitam financiar, produzir um espetáculo, ou apenas passivamente assistí-lo (ser passivo para assistir, é ser ativo em financiar).
    Pobre da Espanha se permitir que um show de tortura tão aviltante, detestado por muitos espanhóis e pessoas do mundo inteiro, que tem uma imagem da Espanha como país pouco progressista, bárbaro, inadequado aos novos tempos em que a tortura aos animais já vem se legalizando como crime, vença.
    -A Espanha merece uma imagem no mundo melhor. Os políticos que representam aos empresários da tortura poderiam aconselhá-los a fazerem a festa com touros feitos de pano, em que até crianças poderiam participar, com lucros muito maiores para esta gente. Não é preciso ficar sem os lucros, é só fazer a festa de forma difernte, com touro de “mentirinha”.
    Para quem não acredita que isso possa ser feito, sugiro conhecer , no Brasil, a festa do bumba-meu-boi, onde o boi em carne e osso simplesmente desapareceu, deixando apenas sua imagem folclórica, seu aspecto mítico.
    Como espanhola que sou, peço ao governo espanhol que impeça este tipo de show de tortura, tratado eufemisticamente como “arte” ou “esporte”. Nem a arte nem o esporte tem a ver com episódios em que se humilha, aterroriza e se assassina um animal em frente a uma platéia digna de análise por parte de psiquiatras mais gabaritados que eu para entender o fenômeno de massa que se delicia com a dor do Outro.
    É uma vergonha para a Espanha e para os espanhóis que até os dias de hoje sua terra se manche de sangue inocente e torturado. Uma Espanha que cultiva os Direitos Humanos como o faz, e desrespeita os animais, como também o faz, se contradiz, educa mal seu povo e o povo feito do mundo que o visita todos os anos, pregando com sua Plaza de Los Toros, um prazer doentio e muito, muito suspeito.

  2. Claudia Nicora diz:

    Me gustó muchissimo tu comentário. Seria otimo se todos os espanhois pensassem como você. Ainda bem que existem alguns espanhois que também abominam esta pratica. Quem sabe se no futuro todos os espanhois a rejeitarem, ela não se extinguirá? Cada um pode fazer a sua pequena parte, não assisti Fale com Ela em cinema ou DVD. Boicoto todos os filmes do Almodovar desde então, não visitarei a Espanha sei que sou só uma, mas multiplicarmos por 100 pessoas por ano que não visitam a Espanha, depois por mil, e por aí vai, quem sabe isso não surtirá algum efeito também? Pergunto tambem, não existem Cristãos na Espanha?? Abraços, sempre lutando pelos nossos irmaõs os animais aqui no Brasil.

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