Princípios

Abolicionismo
Reconhecemos que os animais não-humanos estão hoje sujeitos à escravidão legalizada, trabalhando obrigatoriamente, sujeitos à violência e privados de seus direitos. Lutamos pela completa abolição da escravidão animal, permitindo que os direitos animais não-humanos estejam garantidos e sua libertação seja completa.

Pela superação do especismo, das desigualdades e discriminações
O especismo, discriminação de espécie, é uma realidade na nossa sociedade. Os animais não-humanos são usados como objetos de acordo com a vontade dos seres humanos e suas instituições. Se os animais não-humanos têm capacidade de sofrer, de ter vida social própria, então não podem ter seus direitos negados. Nos opomos similarmente ao preconceito de gênero, etnia, idade, nacionalidade e orientação sexual como opressões intimamente ligadas na mesma raiz.

Contra a coisificação da vida animal
Animais humanos e não-humanos não podem nunca serem destituídos de sua qualidade de sujeito, transformados em objeto e em última instância em mercadoria e commodities. Nos opomos veementes ao uso de animais não-humanos para entretenimento, pesquisa, alimentação, vestimenta ou qualquer outro uso onde os animais sejam meios para fins humanos, seja qual for as circunstâncias. Lutamos para que qualquer violação da pessoa animal, seja reconhecida com tal rigor a uma violação dos direitos humanos.

Contra a venda de animais, à favor da castração e adoção responsável
Nos opomos à trazer a vida mais animais domesticados. Os animais não-humanos têm sido eleitos para serem “companheiros” dos humanos para mais tarde serem jogados às ruas. Para que esse ciclo cesse, nós, animais humanos, precisamos enxergar nossa dívida histórica com os animais não-humanos abandonados nas ruas. Por isso acreditamos que a castração e a adoção responsável sejam uma forma paliativa mas extremamente necessária. E é preciso que os animais não-humanos selvagens vivam em seus habitats naturais, parem de ser domesticados e que os domesticados parem ser reproduzidos.

Ecologia social
Acreditamos que o planeta é um só e assim quando é destruído, o habitat de milhares de animais também é destruído. Acreditamos, além disso, no direito difuso, onde tudo existe na natureza por seus próprios motivos, o que não dá direito aos seres humanos e suas instituições que destrua e transforme tudo em lucro. Precisamos ter em mente que somos apenas uma pequena parte de um planeta e apenas mais uma espécie existente. Nesse sentido é imperativo diminuir nosso impacto no planeta, utilizando do princípio dos 3Rs, da diminuição do consumo, no faça-você-mesmo e em busca de maneiras ecológicas de produção.

Movimentos e culturas populares e autônomas
Apoio aos movimentos populares autônomos e às culturas populares de povos nativos que busquem de alguma forma promover uma sociedade justa, igualitária e que respeite o meio ambiente. Inserindo o debate sobre direitos animais. Acreditamos que cada indivíduo deva dar sua contribuição direta para o fim do especismo e práticas escravagistas formando grupos e agindo independentemente e não apenas doando dinheiro para grandes organizações.

Anticapitalismo
Segundo a lógica capitalista, os anseios populares, interesses dos animais não-humanos e questões ecológicas vêm depois dos interesses do capital. Existe assim a necessidade de superação lógica capitalista, onde seja possível a minimização da opressão de qualquer natureza. O que não significa que não possamos lutar pelo reconhecimento dos direitos animais não-humanos através da pressão sobre o capitalismo e suas instituições.